quarta-feira, 6 de julho de 2016

                O português é critico, fala em patriotismo, mas não sabe apoiar o que é realmente português. O português prefere o Messi ao Ronaldo porque o Ronaldo tem nacionalidade portuguesa. Porque todos têm a sorte de viver no século XXI e ver dois grandes atletas a competir. Somos um país que, a meu ver, têm preferência em apoiar o que não é nacional e em frisar que o que não é nacional é que é bom...
                Nos últimos dias, maioritariamente, desde dia 10 de junho tenho ouvido várias criticas ao Ronaldo como “se ele jogasse por Espanha esforçava-se muito mais” ou “ele não está ali a fazer nada, metam outro”, ninguém entende que o Cristiano não está a jogar na posição dele, que a Selecção Nacional não é Ronaldo mais dez, mas sim onze jogadores. Fora as críticas habituais ao menino de ouro tem-se ouvido muitos “tugas” a dizer “têm tido sorte, não sabem jogar” ou “têm sido tudo desastroso e se perdem com o País de Gales é a vergonha nacional”. Sabem a exigência de estar nas meias-finais de um campeonato da Europa? Calculo que não, quem diz esse tipo de barbaridades não sabe ao que os jogadores estão sujeitos, à pressão que lhes é posta às costas. Depois ainda há os patriotas que em vez de apoiarem a equipa das quinas preferem apoiar todos os adversários da mesma, que raio de portugueses são vocês? São situações incompreensíveis.
                Hoje, às 20h, mais que nunca, temos de ser onze milhões e lutar com os onze jogadores que entram em campo, sejam eles o Nani ou o Quaresma, o Ronaldo ou o Éder, o Eliseu ou o Raphael Guerreiro... Na selecção não existem clubes e eu, sendo Sportinguista, quero o Sanches em campo, tanto como quero o Adrien Silva.


                Vamos a eles! Temos uma meia-final para ganhar e depois uma final. Porque para “Gales” já temos o de Barcelos.

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