Em primeiro lugar, sou
uma espectadora assídua de desporto, em particular de futebol, e revejo-me em
muitos comentários que se fazem, por exemplo, “as mulheres não percebem de
futebol”, “isto não é a vossa praia” e/ou até mesmo nos estádios “estás aí a
falar do quê? Sabes o que é uma bola e pouco mais”. É um facto que semana após
semana nos deparamos com certos e determinados comentários pouco ou nada
agradáveis sobre as mulheres que lidam ou querem lidar com o mundo do futebol.
Porque motivo é que uma mulher não pode perceber tanto ou mais de um desporto
que um homem? É nesta sociedade que crescemos e aprendemos a lidar com todas as
situações.
Por outro lado, em pleno século XXI qualquer pessoa tem o
direito de ter uma opinião fundamentada sobre qualquer tipo de tema, isto é;
uma mulher pode ter opinião sobre um jogo de futebol ou um homem sobre uma
maquina de lavar roupa. Na minha opinião a mulher ainda é descriminada com este
tipo de comportamentos, pois nos dias de hoje ainda existem muitos homens que
afirmam convictamente que o futebol é um desporto masculino e que entre
mulheres se resume apenas “um grupo de homens a correr atrás de uma bola”, a
realidade não é bem assim, uma vez que me assumo como culta sobre tal desporto,
acreditando certamente que percebo tão bem ou melhor que certos e determinados
homens sobre o tema.
No ano em que vivemos não existem, a meu ver, tarefas
determinadas para homens ou para mulheres tendo em conta que a mulher já tem um
papel tão ou mais fundamentado que o homem na sociedade. Assim, e para mim, o
futebol é muito mais que meia dúzia de homens a correr atrás de uma bola e a
receberem milhões, milhões que merecem o respeito do meu lado uma vez que
passam horas, dias e, provavelmente, semanas sem a família a treinar
arduamente.
Em conclusão, o ambiente que se gera em torno de tantas
criticas acaba por condicionar certos jornais, redacções, programas de
televisão e imprensas a contratar mulheres para exercerem o cargo de comentadoras.
Embora essa tendência esteja a mudar ainda existe muito masculinismo no que se
trata de desporto e do gosto da mulher, uma vez que a maior parte dos
intervenientes são do sexo masculino e assim “abafam” o sexo oposto.
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